Exploração de terras raras de Goiás pelos EUA coloca Brasil em posição sensível, alertam especialistas

Exploração de terras raras de Goiás pelos EUA coloca Brasil em posição sensível, alertam especialistas

A recente autorização para que empresas dos Estados Unidos explorem terras raras no estado de Goiás gerou preocupação entre especialistas, que avaliam que o Brasil pode estar em uma ‘posição sensível’ em relação à sua soberania e aos interesses nacionais. A notícia, divulgada pelo R7 neste domingo (26 de abril de 2026), destaca os riscos e desafios dessa parceria estratégica.

As terras raras são elementos essenciais para a produção de tecnologias de ponta, como baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones e equipamentos militares. O Brasil possui uma das maiores reservas do mundo, e Goiás concentra parte significativa desse potencial. No entanto, a exploração por empresas estrangeiras, especialmente dos EUA, levanta questões sobre o controle dos recursos e os benefícios para o país.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que, embora a parceria possa trazer investimentos e desenvolvimento tecnológico, o Brasil precisa garantir que a exploração ocorra de forma sustentável e que os ganhos sejam compartilhados de maneira justa. ‘A posição do Brasil é sensível porque estamos cedendo o acesso a um recurso estratégico sem contrapartidas claras em termos de transferência de tecnologia e agregação de valor local’, afirmou um analista.

Além disso, há preocupações com o impacto ambiental e social da mineração em Goiás, região que já enfrenta desafios relacionados ao uso do solo e à preservação de biomas como o Cerrado. Organizações ambientalistas alertam para a necessidade de estudos de impacto rigorosos e de participação das comunidades locais nas decisões.

Do ponto de vista geopolítico, a exploração de terras raras brasileiras pelos EUA ocorre em um contexto de disputa global por esses minerais, especialmente com a China, que domina o mercado. Para os EUA, garantir acesso a fontes alternativas é uma prioridade estratégica. Para o Brasil, o desafio é equilibrar a atração de investimentos com a proteção de seus interesses nacionais.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que o governo brasileiro adote uma política clara de exploração de terras raras, com regras que assegurem a soberania, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional. A sociedade civil e o Congresso Nacional também devem acompanhar de perto os acordos firmados, para evitar que o Brasil se torne mero exportador de matéria-prima sem valor agregado.


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